Empresas de telecomunicações devem liderar cloud computing

26 de agosto de 2010

As empresas de telecomunicações devem liderar o mercado de cloud computing nos próximos dois anos. E o softwares como serviço (SaaS, do inglês software as a service) será a modalidade escolhida, pois já tem uma boa recepção por parte dos CIOs. A avaliação é do analista da consultoria Ovum, Peter Hall, autor do livro “The cloud computing strategies of global telcos” (As estratégias de computação na nuvem das empresas globais de telecomunicação – em tradução livre do inglês). “Esperamos observar um aumento razoável no interesse das empresas de telecomunicação por esse tipo de solução nos próximos anos”.

Hall escreveu o relatório com base em um levantamento realizado entre 150 companhias com mais de mil funcionários, cada. Entre as organizações ouvidas estão a Orange Business Services, a AT&T e a Verizon.

De acordo com ele, todas as empresas participantes da pesquisa enxergavam uma ligação estreita entre a computação na nuvem e as atividades principais das organizações. “Não houve um player que deixasse de admitir que a computação na nuvem tem muito a contribuir na melhoria dos serviços. A Orange chegou a criar o termo “IT Operator” (operadora de TI) para refletir as novas atribuições da empresa, fazendo uma analogia entre as atribuições tradicionais como operador de rede e o novo papel no mercado de serviços”, diz Hall.

O que pensam os CEOs?

17 de agosto de 2010

A IBM está publicando os resultados de sua 4ª edição bienal do estudo Global CEOs. A empresa entrevistou 1.541 Chief Executive Officers no mundo (de companhias públicas e privadas), de dezembro de 2009 a janeiro de 2010. Uma das conclusões é a de que, se antes os CEOs reconheciam a necessidade de inovação, hoje lutam para encontrar a liderança criativa necessária para produzi-la. No passado, eles queriam se aproximar dos clientes; hoje, precisam ir além e trazer os clientes para dentro de suas organizações. O estudo revela que lidar com a complexidade é o maior desafio atual. Os CEOs operam num mundo mais volátil, incerto e complexo. Quatro conclusões emergem dos diálogos: (1) A complexidade atual apenas aumentará e mais da metade dos CEOs tem dúvidas de sua capacidade de administrá-la. (2) As organizações mais bem-sucedidas criam produtos e serviços junto com os clientes, integrando estes últimos aos processos principais. Elas estão adotando novos canais para envolver os clientes e permanecer em sintonia com eles. (3) Criatividade é a qualidade de liderança mais importante, de acordo com os CEOs. Muitos praticam e estimulam a experimentação e a inovação em todos os âmbitos em suas organizações. Líderes criativos esperam fazer alterações mais profundas no modelo de negócios para concretizarem suas estratégias. Para terem êxito, assumem riscos mais calculados, encontram idéias novas e continuam inovando na forma de liderar e se comunicar. (4) Os líderes de mais alto desempenho gerenciam a complexidade em nome de suas organizações, clientes e parceiros. Fazem isso simplificando operações e produtos e aumentando a destreza em mudar a forma de trabalhar, acessar recursos e penetrar mercados em todo o mundo. Comparados a outros CEOs, os líderes hábeis preveem 20% mais receita futura originária de novas fontes. Vale a pena ler todo o estudo da IBM. Para ter acesso ao material, clique aqui.

Divisão de cloud computing da Amazon pode chegar a US$ 500 milhões

10 de agosto de 2010

A Amazon Web Services (AWS), divisão de cloud computing da gigante norte-americana de varejo eletrônico, está se tornando cada vez mais importante na companhia. Em relatório recente, analistas do UBS Brian Pitz e Brian Fitzgerald projetam que as receitas da AWS cheguem a US$ 500 milhões em 2010. Em 2011 a receita da AWS poderá atingir cerca de US$ 750 milhões. As previsões para 2014 apontam para uma receita de US$ 2,5 bilhões. A Amazon possui os serviços Elastic Computer Cloud (EC2) e o Simple Storage Service (S3).  O mesmo relatório estima que todo o mercado de serviços de cloud Web, que inclui a Amazon EC2 e S3, gira em torno de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões e deverá crescer para algo em torno de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões até 2014. A Amazon teve um faturamento total de mais de US$ 24,5 bilhões em 2009 e as vendas totais para o segundo trimestre de 2010 superaram US$ 6,5 bilhões. A companhia norte-americana entrou no segmento de computação em nuvem, com a AWS, em 2006 e logo se tornou uma das principais plataformas do cloud computing. Desde o lançamento, a Amazon tem enfrentado uma onda de concorrentes que oferecem produtos similares, incluindo adversários de alto nível, como Google, IBM e Microsoft.

Eline Kullock e a geração Y

6 de agosto de 2010

A presidente do grupo Foco e autora do blog Foco em Gerações (www.focoemgeracoes.com.br), Eline Kullock será um dos destaques do Semarc 2010, evento que será realizado pela FEBRABAN dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo (www.semarc.com.br). Eline foi, também, um dos destaques do Ciab 2010. Confira, a seguir, uma entrevista com Eline Kullock sobre a geração Y. 

FEBRABAN – Quais as características da geração Y?

Eline Kullock (EK) – A geração Y é uma criação relativamente recente. Antes da industrialização, as pessoas completavam 14 anos de idade e começavam a trabalhar, se tornavam adultas. Em algumas regiões do País isso ainda ocorre. Também é preciso deixar claro que as características das gerações são definidas predominantemente por formas de pensar, e não por datas de nascimento. Se, nos Estados Unidos, são consideradas geração Y as pessoas que têm hoje de 20 a 30 anos, isso não significa necessariamente que no Brasil as pessoas dessa idade sejam classificadas como geração y. Veja: nos Estados Unidos, a geração chamada de ‘Tradicional’ (pessoas nascidas até 1946) viveu o período da segunda guerra mundial. Numa situação como essa, respeitar modelos hierárquicos tem enorme importância. Por isso, os americanos desse grupo tendem a ter como característica o respeito à hierarquia. Já no Brasil, os chamados ‘Baby boomers’ (1946 a 1963) cresceram num período de ditadura e de altos índices de inflação. Por isso, seu comportamento é caracterizado por uma dificuldade de confronto de idéias, motivada pelo regime ditatorial e também por problemas no planejamento de gastos (na medida em que a inflação dificultava a organização das as finanças pessoais). Já a geração y brasileira cresceu num outro ambiente, o do Brasil BRIC, respeitado e estável. Como conseqüência, seu comportamento é caracterizado pela transgressão.

 FEBRABAN – Pela primeira vez, as organizações reúnem quatro gerações diferentes. As empresas estão sabendo lidar com isso?

EK – A geração Y considera as demais ultrapassadas. E as outras gerações tendem a considerar os representantes da geração y arrogantes. Mas as empresas estão começando a perceber que, quanto mais for explicitado que há diferença entre os grupos, mais fácil será resolver os conflitos. Por outro lado, há uma situação em que, ao mesmo tempo em que as pessoas criticam a geração y, admiram sua forma contestadora de enxergar o mundo; isso pode ser constatado, por exemplo, pelo fato de as pessoas mais velhas se vestirem de maneira jovem nos finais de semana, usarem brincos e tatuagens e, ao mesmo tempo, de os casais mais novos vestirem seus bebês como adolescentes.

 FEBRABAN - Qual o perfil da geração y como consumidora?

EK - Esse consumidor conhece as características e o poder das mídias sociais. Quando tem um problema com o banco de seu relacionamento, por exemplo, o representante de geração Y não tende a usar o site da instituição para reclamar, mas o ambiente onde encontrar repercussão por parte de seus pares, como, por exemplo, uma rede social como o Twitter. Daí a força de casos como o Cala a Boca Galvão, durante a Copa do Mundo. Por isso, é importante estar nas redes sociais, adotando uma postura firme e transparente. Não adianta ter postura de avestruz. Esses clientes querem ter voz, querem ouvir o que as empresas têm a dizer. Além disso, os produtos e serviços devem estar adaptados a um grupo que aprende rapidamente por sistema de tentativa e erro e que exige, sobretudo, velocidade de resposta. O conceito de rapidez da geração y é fundamentalmente diferente do das demais. Além disso, é preciso jogar limpo com esse consumidor. Acabou o período em que uma empresa diz que seu produto é bom. Quem tem de dizer isso é o consumidor.

FEBRABAN - Como falar com esse novo cliente?

EK – Falando especificamente dos bancos, será preciso encontrar um meio termo entre o modelo atual, de alto índice de informatização e o sistema presencial. A geração Y evidentemente tem facilidade com o uso da tecnologia e utiliza bastante os sites das instituições. Mas, ao mesmo tempo, quer um tratamento mais próximo, de um gerente de carne e osso, que resolva seus problemas. Na minha opinião, o modelo pode passar, por exemplo, pela participação dos gerentes em redes como o Orkut e o Twitter, seguindo e sendo seguidos por seus jovens clientes. Não dá para prever exatamente como seria esse modelo, mas poderia ser algo próximo disso, juntando rapidez e transparência.

IDC Brasil prevê crescimento de 15% para setor de TI em 2010

2 de agosto de 2010

A consultoria IDC aumentou as previsões para o mercado brasileiro de TI em 2010. De acordo com um recente relatório emitido pela consultoria, o setor deve acompanhar um incremento de 15% neste ano, se comparado a 2009, quando movimentou cerca de US$ 28,1 bilhões. Os números ficam bem acima das projeções anunciadas pela própria IDC no final de 2009, quando a consultoria esperava um acréscimo de 8,1% nos números do mercado de TI no País neste ano. Pelas novas projeções da IDC, o Brasil passa a responder por 2,1% dos gastos globais com TI e ocupa a nona posição na lista dos dez países que mais investem em tecnologia da informação, ocupando a nona posição. Para os próximos anos, o estudo prevê que o País tem potencial para movimentar US$ 18 bilhões em novas receitas provenientes de TI, até 2014. Um acréscimo que, no segmento corporativo, virá principalmente da oferta de serviços relacionados a cloud computing (computação em nuvem). Enquanto que, no mercado de consumo, os PCs e os smartphones serão os grandes responsáveis por alavancar o crescimento do setor. Segundo a IDC, dos US$ 18 bilhões em novas receitas, US$ 5 bilhões virão do mercado de PCs e US$ 4 bilhões das vendas de smartphones. Fonte: Computerworld.