Soluções tecnológicas que incluem desde biometria cognitiva – programas inteligentes de identificação biométrica - até carteira digital baseada em blockchain para inclusão financeira serão apresentadas pelas finalistas do Ciab Fintech Day – evento criado para identificar empresas com potencial para atuação em parcerias com bancos e instituições financeiras. Foram finalistas nesse evento do CIAB, neste ano, 17 fintechs e insurtechs (startups no setor de seguros).

O Ciab Fintech Day de 2018 terá a participação de 14 startups: oito brasileiras, três latino-americanas, duas canadenses e uma da Estônia. A etapa brasileira ainda contou com a seleção de três insurtechs. “Nosso objetivo é tornar a competição internacional, e, também, mostrar aos bancos opções interessantes de startups financeiras fora do Brasil”, afirma Marcelo Assumpção, gerente de Relacionamento de Eventos da FEBRABAN.

As fintechs selecionadas para o CIAB FEBRABAN 2018 serão avaliadas por um júri de especialistas de grandes bancos e empresas de tecnologia. As vencedoras terão reuniões com executivos das instituições financeiras para avaliar possíveis negócios e parcerias.

A 28ª edição do CIAB FEBRABAN também contará com o Lounge Fintech, uma área de 500 m² integrada à exposição para estabelecer relacionamento entre fintechs e executivos de bancos e instituições financeiras. Além disso, será montado no lounge um ambiente para a demonstração e realização de experiências com novas tecnologias.

Startups financeiras com estruturas enxutas e forte apoio de novas tecnologias, as fintechs apostam em tecnologias disruptivas capazes de transformar a oferta de serviços financeiros. De acordo com a mais recente edição do Radar FintechLab, existiam 332 startups atuantes no Brasil no último mês de novembro. O número representa um crescimento de cerca de 36% em relação às 244 fintechs identificadas em levantamento realizado em fevereiro do ano passado.

Inclusão financeira dos pequenos negócios será tema do 2º Hackathon

Com o objetivo de aproximar-se cada vez mais da comunidade de desenvolvedores e empreendedores engajados na criação de soluções de tecnologia para o segmento bancário, o CIAB FEBRABAN também realizará neste ano a segunda edição do Hackathon CIAB FEBRABAN, uma maratona de 48 horas voltada a pessoas com ideias de soluções disruptivas para o mercado financeiro. O evento ocorrerá em 9 e 10 de junho na Digital House, em São Paulo, e terá como tema principal “A inclusão financeira dos pequenos negócios”.

Os participantes poderão apresentar soluções em gestão financeira, que organizem e facilitem aspectos da vida financeira do negócio, aprimorando a gestão do fluxo de caixa, do estoque e de fornecedores. Outra categoria será de soluções que facilitem o pagamento realizado pelos clientes, sejam online ou no ponto de venda. Ainda será possível apresentar soluções de inteligência de negócios, que ajudem a empresa na tomada de decisão, acesso à novos mercados, fidelização de clientes e aumento de vendas no mercado online e off-line.

Quatro equipes serão escolhidas para se apresentarem no CIAB FEBRABAN, em 12 de junho, onde será decidido o vencedor.

Na primeira edição do evento, os participantes desenvolveram soluções tecnológicas baseadas em quatro temas: onboarding digital, autenticação e experiência do cliente; segurança digital e detecção de fraudes; interface de inteligência artificial e soluções cognitivas para transações financeiras; (e insights financeiros através de big data e analytics.

A equipe vencedora – Kibank - elaborou um aplicativo que oferece aos pais a possibilidade de acompanhar os gastos dos filhos, enquanto os jovens aprendem a administrar seu próprio dinheiro. Como prêmio, a Kibank ganhou reuniões com lideranças bancárias e três meses de residência em um espaço de coworking.

As inscrições estão abertas no site www.hackatonciab.com.br. (Adriana Mompean)

Blockchain, inteligência artificial e open banking são destaques em palestras

Tecnologias como blockchain, inteligência artificial e open banking serão assunto de palestras já confirmadas pelos organizadores do 28º CIAB FEBRABAN, considerado o maior congresso de tecnologia da informação da América Latina, que será realizado, neste ano, entre os dias 12 e 14 de junho no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

O impacto e a influência destas três tecnologias na velocidade das transformações do sistema financeiro nos próximos anos serão tema de um dos painéis do primeiro dia do congresso de TI. Intitulado “Pilares da Transformação”, a palestra terá a presença de Neil Hiltz, Global Head of Financial Services Strategy do Facebook; Marie Wieck, gerente geral de blockchain da IBM; e Sergio Biagini, sócio da Deloitte Brasil.

Divulgação

Ben Pring, vice-presidente e diretor do Centro para o Futuro do Trabalho, da Cognizant Technology Solutions, fará a palestra de encerramento do CIAB FEBRABAN 2018

O Open Banking, pelo qual os bancos abrem interfaces de acesso a seus dados e aplicativos para desenvolvedores de soluções tecnológicas, será tema de painéis como “Open Banking pelas Fintechs”, “Open Banking – Modelos de Colaboração” e “Open Banking – estratégias de Adoção”, entre outras palestras sobre o assunto, que passou a fazer parte da política para o setor na União Europeia, onde o experimento pioneiro de abertura de acesso de dados dos bancos a terceiros desperta atenção em todo o mundo.

A abertura do congresso de TI será feita por Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco, que fará a palestra “Jornada de Transformação”. Nas duas últimas edições do CIAB FEBRABAN, presidentes dos maiores bancos brasileiros foram os destaques do congresso de tecnologia - em 2017, Sérgio Rial, do Santander, e Paulo Caffarelli, do Banco do Brasil, debateram a transformação digital em suas instituições.

Antes de nomeado presidente do Itaú, Candido Bracher foi diretor geral da Divisão de Atacado e membro do Conselho Diretivo e Comitê de Gestão da instituição. Além disso, desde 2005, é CEO do Itaú BBA, o braço do banco para o atacado, investimentos e tesouraria. Bracher ainda foi um dos sócios fundadores da BBA - Creditanstalt. Por quinze anos, foi membro do conselho e diretor de Corporate Banking e TreasuryDivisions do BBA Creditanstalt, até a fusão com o banco Itaú em 2003.

No primeiro dia do congresso também está confirmado o painelFintechgration: Os Benefícios da Cooperação entre Fintechs e Bancos, quando serão apresentados projetos de inovação do setor bancário.

Inovação e desenvolvimento sustentável

Um dos destaques do segundo dia do CIAB FEBRABAN (13) será o painel “Perspectivas do G20 e das Nações Unidas sobre Finanças Digitais e Desenvolvimento Sustentável”. O objetivo será debater como as inovações das instituições financeiras e das fintechs favorecem o alinhamento do mercado com os objetivos do desenvolvimento sustentável. Participarão: Fiona Bayat-Renoux, da ONU Mulheres e diretora da Aliança Financeira Digital Sustentável, parceiros de conteúdo do Grupo de estudos em Finanças Sustentáveis do G20; e Marcos Mancini, gerente de Meio Ambiente da ONU.

Outra palestra de destaque do segundo dia do CIAB FEBRABAN será “Desafios da Transformação Digital nas Instituições Latinoamericanas”, que tem confirmadas as presenças de Tiago Spritzer, responsável pela área de tecnologia no Banamex, do México; de Claudio de Oliveira Borsa, vice-presidente do Banco da Patagônia; Maurício Minas, vice-presidente do Bradesco; e de Marino Aguiar, CIO do Santander.

Neste dia, os participantes do Ciab também poderão assistir os painéis “Os desafios de liderança no mundo digital”; “O ecossistema de fintechs na América Latina”; “O futuro do setor de seguros”; e “Cliente 3.0 - Estamos preparados para atendê-los?”.

O futuro do trabalho

Ben Pring, vice-presidente e diretor do Centro para o Futuro do Trabalho, da Cognizant Technology Solutions, fará a palestra de encerramento do CIAB FEBRABAN, em 14 de junho. O centro estuda as mudanças no trabalho e suas futuras transformações devido ao surgimento de novas tecnologias, práticas e uma nova categoria de trabalhadores formada pelas mudanças impostas ao mercado com a economia digital.

Pring também é coautor do livro “ What To Do When Machines do Everything” (em tradução livre: “O que fazer quando as máquinas fazem tudo”) e do premiado best-sellerCode Halos: How the Digital Lives of Things, People, and Organizations Are Changing the Rules of Business” (“Código Halos: como a vida digital das coisas, pessoas e organizações está mudando as regras do negócio”).

Em artigo para a revista Computerworld, da Australia, Pring afirmou que as organizações precisarão de talentos que possam prosperar em uma economia cada vez mais digitalizada. “Navegar nessa mudança será um dos critérios de sucesso que definem os líderes”, disse. “Além disso, como as tecnologias digitais criam novos modelos de negócios, novos fluxos de receita e novas estruturas de custos, indústrias e talentos precisam se adaptar às novas estruturas e não trabalhar contra elas.”

De acordo com o futurista, um dos principais desafios das organizações será garantir que os futuros trabalhadores sejam treinados com as habilidades que usarão para trabalhar juntos, de forma colaborativa, com máquinas e tecnologia. Além disso, as organizações devem se concentrar em ajudar os funcionários a desenvolver, aperfeiçoar e capitalizar recursos exclusivamente focados no ser humano, que não podem ser replicados pelo software. “Tais capacidades incluem colaboração, criatividade, curiosidade, solução construtiva de problemas e empatia”. (Adriana Mompean)

Pelo 2º ano, congresso de TI terá pavilhão com empresas israelenses

Referência mundial em soluções e produtos de cibersegurança e conhecido como o Vale do Silício do Oriente Médio, Israel é considerado um importante acelerador de inovações no mundo, berço de empresas de tecnologia conhecidas mundialmente, como o aplicativo de trânsito Waze, criado em 2008 no país, e adquirido pelo Google em 2013.

Divulgação

Itzhak Reich, cônsul para Assuntos Econômicos do Israel Trade & Investment em São Paulo: “Nosso objetivo é fazer a conexão de negócios entre empresas israelenses e brasileiras”

Também apelidada de a “nação das startups”, Israel reúne hoje cerca de 7.000 destas empresas, de acordo com estimativa da Start-up National Central Finder. As startups israelenses movimentaram mais de US$ 5 bilhões em 2017, superando o recorde do ano anterior, de US$ 4,8 bilhões, segundo relatório feito pelo IVC Research Center.

Pela segunda vez, o país contará com um pavilhão no CIAB FEBRABAN, com a participação de startups que apresentarão produtos e soluções tecnológicas para o sistema financeiro. O pavilhão de Israel no congresso de TI é organizado pelo Israel Trade & Investment, uma rede de mais de 40 escritórios comerciais localizados nos principais centros de negócios ao redor do mundo e que faz parte do Departamento de Comércio Exterior do Ministério de Economia de Israel.

Até o fechamento desta edição, as empresas israelenses que irão participar do CIAB informaram que apresentarão durante o congresso de TI soluções de autenticação e análise de identidade, biometria facial, de segurança contra ciberataques, plataforma de detecção de ameaças, dispositivos de bloqueio a hardware maliciosos, solução de análise de internet e apps, e produto para detectar esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes.

“Nosso objetivo é fazer a conexão de negócios entre empresas israelenses e brasileiras em diversos setores, inclusive o de tecnologia”, afirma Itzhak Reich, cônsul para Assuntos Econômicos do Israel Trade & Investment em São Paulo. “O CIAB FEBRABAN é o mais importante evento de TI do país, com um público extremamente qualificado, ideal para realizar este intercâmbio”, acrescentou.

De acordo com Reich, neste ano, o pavilhão de Israel terá uma área maior no CIAB FEBRABAN e a expectativa é que 12 empresas participem do congresso, metade com o foco em fintechs e metade concentrada em cibersegurança. (Adriana Mompean)

Histórico e cultura

O que faz Israel ser chamada de a nação das startups? De acordo com Itzhak Reich, a resposta está ligada a uma combinação de razões, que começam por fatores como necessidade e localização do país. “Israel é um país muito atacado em sua base; então, temos que achar soluções de cibersegurança para combater as ameaças, tanto na área civil como na militar.”

Outros fatores são educacional e cultural. No Exército israelense, onde o serviço militar é obrigatório, os jovens aprendem sobre ciências da computação e lidam constantemente com projetos de milhões de dólares nesta área. “Quando terminam o serviço militar, vão para boas universidades e saem delas com grande experiência, chegando muito preparados na indústria”, avalia Reich. “Soma-se a isso um fator cultural, de uma característica da população, que sempre busca pela solução de desafios e não tem receio de falhas”, afirma. “Tudo isso cria um ecossistema para a proliferação de startups no país.”

Israel tem parcerias com o Brasil em setores como financeiro, telecom, saúde, educação e cibersegurança e, segundo Reich, ainda há inúmeras possibilidades de parcerias em outros segmentos. “No Brasil, existem excelentes startups e o país está se desenvolvendo muito rápido neste setor”, afirma. “O mercado é grande e as possibilidades são enormes para quase todos que tiverem boas ideias.”